Histórias, artigos e reportagens

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Ed_1_out/dez.2016

A língua constitui uma das formas mais importantes de expressão do ethos

“Não consigo visualizar qualquer aspeto negativo com a oficialização da língua cabo-verdiana”. Claudio Alves Furtado, cabo-verdiano e professor em História e do Multidisciplinar em Estudos Étnicos e Africanos na Universidade Federal da Bahia, no Brasil, diz que alguns argumentos que buscam apontar como as desvantagens da oficialização do Crioulo, nomeadamente a perda do domínio da… Continue lendo...

O garçom do Presidente

– Sobe o zíper, seu Jânio! – disse João em meia voz, chegando-se para o lado do ex-presidente, quando este saiu de uns dos banheiros masculinos do restaurante Alvorada, localizado na Avenida Vereador José Diniz, em São Paulo. Jânio Quadros encarou o garçom, sem entender nada. João abanou a cabeça. Precisava ser mais claro. Aproximou-se… Continue lendo...

Cristolândia

“A Cracolândia é o final da carreira pra um usuário de droga.” O impacto da frase me faz repeti-la mentalmente diversas vezes. A expressão séria, os olhos marejados e a firmeza da voz acabam com qualquer dúvida que pudesse existir: a Cracolândia é o ponto final. Ou quem sabe tenha sido por muito tempo. Em… Continue lendo...

Umbanda: a fé através do som do atabaque

Sinos tocam. “Viva a Deus”, diz o Pai de Santo ao entrar no grande salão seguido de, aproximadamente, uns 60 médiuns. Três homens estão atrás de seus atabaques, com olhar concentrado e dando pequenos rufos no couro que indicam que o culto, ou a gira, está para começar. Os filhos da casa estão enfileirados, todos… Continue lendo...

Aulas em Crioulo na Escola Ponta d’ Agu

Denis Marcelo Moreira e Kamila Moreira Borges estudam na 1ª série do ensino fundamental na Escola Ponta d’ Agu, na cidade da Praia, em Cabo Verde.  A Escola Ponta d’ Agu é a única, até o momento, que oferece o ensino, simultâneo, da língua portuguesa e cabo-verdiana para os alunos. “Mesmo que as disciplinas ciências… Continue lendo...

Você é dura, Lia!

Maria Dirce da Penha, de oitenta e três anos, tira os pés largos de dentro da Moleca azul-marinho. Os dedões, maltratados pelo tempo e sol, esticam-se livres das amarras dos sapatinhos. Faz pouco mais de meia hora que ela está sentada em um dos bancos de madeira – cobertos por um estofado verde-musgo –  espalhados… Continue lendo...

Manoel

Manoel era camponês. Um homem alto e forte. No rosto os sulcos que o tempo e o sol cravaram em sua testa lhe conferiam um ar rígido que só se desarmava quando seus olhos azuis encaravam sua filha caçula Amara brincando na soleira da porta. Nascido em 1921, Sairé, Pernambuco, Manoel conhecia as terras da… Continue lendo...

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